
Receber um resultado de preventivo alterado pode assustar.
Muitas mulheres olham o laudo do Papanicolau, encontram termos como inflamação, ASC-US, LSIL, NIC ou HPV e já pensam no pior.
Mas é importante entender uma coisa:
Preventivo alterado não significa, necessariamente, câncer.
Na maioria das vezes, o resultado indica que existe alguma alteração nas células do colo do útero ou sinais de inflamação que precisam ser avaliados com calma.
O exame preventivo é justamente uma forma de identificar alterações antes que elas se tornem um problema maior.
Por isso, o mais importante não é entrar em desespero, nem ignorar o resultado.
É entender o que apareceu no exame e qual deve ser o próximo passo.
O preventivo, também chamado de Papanicolau, é um exame usado para avaliar células do colo do útero.
Quando o resultado vem alterado, significa que o laboratório encontrou alguma mudança nessas células ou algum sinal que merece atenção.
Isso pode acontecer por diferentes motivos.
Entre eles:
Nem toda alteração é grave.
Mas toda alteração precisa ser interpretada dentro do contexto da paciente.
A idade, os sintomas, o histórico ginecológico, exames anteriores e o tipo de alteração descrita no laudo fazem diferença na conduta.
Na maioria das vezes, não.
Essa costuma ser a principal preocupação da paciente.
O preventivo alterado pode indicar inflamação, infecção pelo HPV ou alterações celulares iniciais. Em muitos casos, essas alterações são acompanhadas ou investigadas antes de qualquer tratamento mais invasivo.
O ponto importante é que o câncer do colo do útero geralmente não aparece de uma hora para outra.
Antes dele, podem surgir lesões precursoras, que são alterações que ainda não são câncer, mas que precisam ser acompanhadas e tratadas quando indicado.
É por isso que o Papanicolau é tão importante.
Ele ajuda a identificar sinais antes que a doença se desenvolva.
Segundo o INCA, existe uma fase sem sintomas em que a detecção de lesões precursoras pode ser feita por meio do exame preventivo.
O laudo do preventivo pode trazer termos que parecem difíceis.
Abaixo estão alguns dos mais comuns.
A inflamação é um achado frequente no preventivo.
Ela pode estar relacionada a corrimentos, irritações, infecções, alterações hormonais ou mudanças naturais da flora vaginal.
Nem sempre significa algo grave.
Mas se a paciente apresenta corrimento, mau cheiro, coceira, ardência ou dor na relação, é importante investigar.
Caso você tenha esses sintomas, leia também sobre tratamento para corrimento vaginal em Varginha.
ASC-US significa que foram encontradas células escamosas atípicas de significado indeterminado.
Na prática, quer dizer que existe uma alteração leve, mas que ainda não permite afirmar exatamente a causa.
Pode estar relacionada a inflamações, infecções, alterações transitórias ou HPV.
A conduta pode variar conforme idade, histórico, resultado de exames anteriores e avaliação médica.
LSIL significa lesão intraepitelial de baixo grau.
Geralmente está associada a alterações causadas pelo HPV.
Em muitas mulheres, especialmente nas mais jovens, algumas alterações de baixo grau podem regredir espontaneamente.
Mesmo assim, não devem ser ignoradas.
A ginecologista pode indicar acompanhamento, repetição do exame, teste de HPV ou colposcopia, dependendo do caso.
HSIL significa lesão intraepitelial de alto grau.
Esse resultado exige mais atenção, porque pode indicar uma alteração com maior risco de evolução se não for investigada e tratada corretamente.
Nesses casos, a colposcopia costuma ser um exame importante para avaliar melhor o colo do útero.
Em algumas situações, pode ser necessária uma biópsia.
NIC significa neoplasia intraepitelial cervical.
Apesar do nome assustar, NIC não significa necessariamente câncer.
Ela indica alterações nas células do colo do útero, que podem variar em grau.
A conduta depende da classificação, da localização da lesão, da idade da paciente e do conjunto da avaliação.
O HPV é um vírus muito comum e está relacionado a alterações no colo do útero.
Ter HPV não significa que a mulher terá câncer.
Mas alguns tipos de HPV, chamados de oncogênicos, podem aumentar o risco de lesões no colo do útero quando a infecção persiste.
Por isso, quando existe suspeita ou confirmação de HPV, o acompanhamento ginecológico é importante.
O Ministério da Saúde descreve o Papanicolau como um exame preventivo usado para identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero, e também destaca a incorporação do teste molecular para detecção de HPV oncogênico no rastreamento.
O primeiro passo é não tentar interpretar o laudo sozinha.
Alguns termos parecem graves, mas podem representar alterações leves. Outros exigem investigação mais rápida, mesmo sem sintomas.
A conduta pode incluir:
Não existe uma única resposta para todas.
O mesmo resultado pode ter condutas diferentes dependendo da idade, do histórico da paciente e de exames anteriores.
A colposcopia é um exame que permite observar o colo do útero com aumento, usando um aparelho específico.
Ela pode ser indicada quando o preventivo mostra alterações que precisam de investigação mais detalhada.
Durante o exame, a ginecologista avalia se existe alguma área suspeita no colo do útero, vagina ou vulva.
Em alguns casos, se uma alteração for visualizada, pode ser indicada uma biópsia.
Se você recebeu indicação desse exame, veja também a página sobre colposcopia em Varginha.
A biópsia pode ser indicada quando a colposcopia mostra alguma área que precisa ser analisada com mais precisão.
Ela consiste na retirada de um pequeno fragmento de tecido para avaliação em laboratório.
A biópsia não significa que a paciente está com câncer.
Ela é um exame para confirmar o tipo de alteração e orientar a melhor conduta.
Pode ser necessária em casos de lesões suspeitas, alterações persistentes ou resultados mais importantes no preventivo.
Leia também sobre biópsia do colo do útero em Varginha.
Muitas alterações no preventivo não causam sintomas.
Por isso, a mulher pode estar se sentindo bem e, mesmo assim, ter alguma alteração no exame.
Esse é justamente um dos motivos para manter o preventivo em dia.
Mas alguns sinais merecem atenção, principalmente quando aparecem junto com alteração no exame:
Esses sintomas não significam automaticamente algo grave.
Mas indicam que a avaliação não deve ser adiada.
Caso você tenha dor pélvica associada, veja também sobre tratamento para dor pélvica em Varginha.
A frequência do preventivo pode variar conforme idade, histórico e resultados anteriores.
No rastreamento tradicional, o INCA orienta que, nos locais em que o teste de DNA-HPV ainda não está implantado, o exame Papanicolau seja repetido a cada três anos após dois exames normais consecutivos realizados com intervalo de um ano.
Mas essa orientação pode mudar quando há alterações no exame.
Se o preventivo veio alterado, a repetição ou investigação deve seguir a orientação médica para o seu caso.
Não é indicado apenas esperar “dar o tempo do próximo preventivo” sem avaliar o resultado.
Sim.
Nem toda alteração no preventivo é causada por HPV.
Inflamações, infecções, alterações hormonais, atrofia após a menopausa, coleta inadequada e outras condições podem interferir no resultado.
Por isso, a avaliação precisa considerar o laudo completo.
A ginecologista vai observar se a alteração parece inflamatória, infecciosa, celular ou sugestiva de lesão relacionada ao HPV.
Sim.
Na menopausa, podem ocorrer alterações relacionadas à queda hormonal, como ressecamento, atrofia vaginal e fragilidade dos tecidos.
Isso pode interferir no resultado do exame e também causar sintomas como ardência, dor na relação e pequenos sangramentos.
Mas sangramento após a menopausa nunca deve ser considerado normal sem investigação.
Se houver sangramento, dor, corrimento persistente ou alteração no preventivo, é importante avaliar.
Caso você tenha secura, ardência ou dor na relação, leia também sobre ressecamento nas partes íntimas.
Um preventivo alterado não deve ser motivo para pânico.
Mas também não deve ser ignorado.
O resultado precisa ser avaliado com cuidado para entender se existe apenas uma inflamação, uma alteração leve, uma suspeita de HPV ou uma lesão que exige investigação.
O exame preventivo é importante justamente porque pode identificar alterações antes que elas se tornem mais graves.
Quando a mulher acompanha corretamente, as chances de prevenção e tratamento no momento adequado são muito maiores.
Se seu preventivo veio alterado, se você recebeu indicação de colposcopia ou se está insegura com o resultado do exame, agende uma avaliação.
A Dra. Eveline Guedes, ginecologista de confiança em Varginha, realiza avaliação individualizada para interpretar o resultado do preventivo, investigar alterações no colo do útero e orientar os próximos passos com segurança.
Agende sua consulta e entenda o que o seu resultado realmente significa.
Não necessariamente. Na maioria das vezes, o preventivo alterado indica inflamações, infecções, HPV ou alterações celulares que precisam ser acompanhadas ou investigadas.
Não. A mulher pode ter HPV e o preventivo vir normal, ou ter alterações no preventivo por outros motivos. A avaliação depende do conjunto de exames e do histórico da paciente.
Depende do tipo de alteração, da idade, dos sintomas e dos exames anteriores. Em alguns casos, a colposcopia é indicada para avaliar melhor o colo do útero.
Geralmente não é grave, mas precisa ser interpretado junto com os sintomas. Corrimento, coceira, mau cheiro, ardência ou dor podem indicar necessidade de tratamento.
O ideal é conversar com a ginecologista antes. Em alguns casos, repetir pode ser suficiente. Em outros, é melhor investigar com colposcopia ou outros exames.
Sim. Algumas alterações leves podem regredir, especialmente quando estão relacionadas a inflamações ou alterações transitórias. Mesmo assim, o acompanhamento é importante.